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sexta-feira, 13 de abril de 2012

O ROCK'N'ROLL, AS ARTES EM GERAL E AS MINORIAS INTELIGENTES.


Por Luigi Russo




"Ao Mestre Com Carinho".
Este é o título em português (To Sir, With Love), de um clássico do cinema, lançado em 1967.
Espetacular atuação de Sidney Poitier, interpretando um engenheiro desempregado, que vai dar aula em uma escola pública cheia adolecentes problemáticos (adolecentes problemáticos!? Redundância!) no bairro operário de East End, em Londres.
Lugar comum. Mas quando feito, estava na vanguarda e até hoje é um dos mais relevantes a retratar aquela realidade nas telonas.
Mas a forma com que o Sr. Poitier constrói o personagem e o interpreta, mostra que tipo de ator é,  confirmando a fama de ser um dos melhores de sua época, que com sua interpretação tocou toda uma geração. Ele foi inclusive o 1º ator negro a ganhar o prêmio Oscar na categoria ator principal, pelo filme "Uma Voz nas Sombras" (Lilies of the Field) em 1964. Feito só realizado por mais 3 homens em 83 anos da premiação anual.
Poitier recebeu em 2000, seu segundo Oscar, desta vez pelo conjunto da obra.
Até outro ator negro ganhar o prêmio, se passaram 38 anos, quando Denzel Washington o fez em 2002 por "Dia de Treinamento". Depois vieram Jamie Foxx em 2005 por "Ray" e Forest Withaker por "O Último Rei da Escócia".

                           Mr. Poitier nos anos de 1964 e em 2000, segurando seus merecidos Oscars.
















Estamos tratando então de arte que por ser o que é, toca as pessoas. E sobre minorias.
Em 12 de Maio deste ano, teremos em Belo Horizonte um show que com certeza tocará seu público, Crosby, Stills & Nash. Sensacional harmonização de vozes, violas e guitarras perfeitas.
Uma passagem para outra dimensão para os fãs ali presentes. C, S & N, fazem parte de uma minoria que correu na contramão do mainstream. E sua banda está na ativa desde 1969.
Imperdível! Setlist com 25 músicas e acho que vou tomar uma 1 garrafa de Jack Daniel's, só para ficar tranquilo quando começarem a tocar "Almost Cut My Hair", " Woodstock", "Wooden Ships"...




Para esta noite ser perfeita, tudo que eu queria como espectador, seria assistir a abertura deste show, feita por Guilherme Bizzotto.
Sim, Guilherme Bizzotto é com muito orgulho, minoria. Minoria que faz arte da melhor qualidade e toca quem a presencia.
   

Acho que isto acontece, quando quem a faz, a sente e a faz com extrema honestidade. Com total
coerência, dentro da incoerência mutante que habita os verdadeiros artistas.
Lembro-me que, talvez há uns 25 anos, procurei Guilherme e perguntei se ele poderia gravar um jingle (mensagem publicitária em forma de música, de fácil assimilação) para uma campanha política feita pela agência publicitária em que eu trabalhava.
Nunca mais me esqueci daquele dia.
GuiGillan, como eu o chamava, por ser impossível distingui-lo de Ian Gillan vocalista do Deep Purple cantando (quando ele queria, porque  faz o que quer com sua voz) me deu uma aula, sobre o material de que é feito o tipo de artista ou ser humano, que chamo de minoria.
Esta gravação daria a ele uma boa grana. Boa mesmo. GuiGillan é uma pessoa de vida modesta, morava em uma casa modesta, não tinha carro e como todos, contas a pagar.
Naquele dia, ele foi para mim, o personagem representado por Sidney Poitier em "To Sir, With Love". Com 7 palavras, ele abriu uma nova porta em meu mundo. Mundo de quem trabalhava com a criatividade urgente, da corrida atrás de resultados imediatos da publicidade.
Sua resposta foi: "- Minha voz não foi feita prá isso."
Na hora tomei um susto. Ao procurá-lo, pensei que seria demais tê-lo como parceiro de trabalho, nosso jingle iria arrebentar porque a voz dele é demais e meu amigo ganharia uma bela grana.
Depois disso, quem acabou gravando o jingle, foi Ed Motta.
Tempos depois, resolvi alinhar minha "criatividade urgente" à forma de pensar de Guilherme Bizzoto,
procurando novos caminhos, pavimentados pelas minhas crenças.
Uma semente que mudou minha vida, foi plantada naquele dia, mostrando boas estradas para dar os firmes passos, que formam o homem ainda em construção que hoje sou.

                                                   Guilherme com semblante de intensa preocupação...

Agora descobri que sábado, dia 5 de Maio, vai haver o lançamento de seu novo trabalho chamado "Pão" aqui em BH, no Teatro Izabela Hendrix. Como ele disse, juntou a grana, alugou o teatro, chamou os caras, pronto.
Guilherme é autor de Machado de Guerra, na minha opinião uma das melhores músicas produzidas pelo Rock'n'Roll de verdade, aqui no Brasil.
Seu cd CUBU (que foi gravado em seu quarto, com ele cantando e tocando todos os instrumentos) é sem a menor dúvida, um dos melhores brazukas da minha coleção, que não é pequena. O dia em que cheguei a uma loja e vi o cd, nem pensei 2 vezes ao colocá-lo sobre o balcão do caixa, na pilha já reservada. Só por ser dele, já sabia que seria bacana. Mas quando cheguei em casa e o ouvi, putz!!!
Como se já não bastasse cantar daquele jeito, o cara é um multi-instrumentista da pesada!



Escrevo isto hoje, depois de ler duas coisas que ele escreveu esta semana. Uma ligeira descrição de passagens da infância e da vida recente, que é pura poesia.
Todas as pessoas que habitam aquela cabeça e aquele corpo, sempre me surpreendem. Quem já o viu docemente pela vida e animalesco quando sobe em um palco, sabe o que digo.
GuiGillan é uma pessoa Power Zen.
Há anos não nos vemos ou falamos, mas quando se gosta de alguém, o tempo e a distância desaparecem imediatamente, quando há um reencontro. Eu nunca disse a ele, que o acho uma das mais respeitosas, competentes e importantes pessoas, que fazem e vivem de sua arte, que já conheci. E olha que por força da profissão e da vida, conheci muitas, mas muitas destas pessoas.
Definitivamente, para meu orgulho de amigo, como Sidney Poitier, Bizzotto faz parte de uma minoria.



Mas sábado dia 5 de maio, direi a ele pessoalmente, me empanturrando de "Pão" no Teatro Izabela Hendrix.
Então dia 5, merda ao mestre, com carinho...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

COELHO BRANCO DE ALICE - ATRASO NA GROOVE



COELHO BRANCO - ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS 

NOSSA GROOVE ATRASOU!!!!!

No livro "As Aventuras de Alice no País das Maravilhas" o Coelho Branco aparece logo no início, dizendo "Ai, ai! Vou chegar atrasado demais!" O Coelho canta:
"É tarde! É tarde! É tarde até que arde! Ai, meu Deus! Alô, adeus! É tarde, é tarde, é tarde!" Apesar disso, parece ser o personagem com mais lógica, comparado aos demais no País das Maravilhas. É o equilibrado em m...eio a loucos. Pois é!! É assim que a gente está se sentindo nesse momento. Coelho Branco Louco, atrasado, mas cheio de lógica e razão! Infelizmente, nossas T'S e nossa "lujinha" no Facebook que, desejávamos, estariam NA ATIVA, disponíveis para consumo, agora em fim março, NÃO ESTÃO!! Apesar de estarmos mega ansiosos, loucos pra compartilhar com as pessoas nossas "FILHAS", e ainda não podermos, estamos também felizes, porque acreditamos que tudo tem sua hora e seu tempo pra acontecer. São tantos detalhes, tantas pequenas grandes coisas, tantas pessoas envolvidas, que a melhor conjunção de tudo vai acontecendo no possível e não no tempo da nossa vontade. Mas, acreditamos que assim é melhor! Quando as coisas estão REALMENTE PRONTAS, elas acontecem!! + um tempo, + um pouco! Coelho que anda pra frente, pula um pouco pra trás, acerta um detalhe, uma idéia (o relógio), encontra um caminho melhor...pra no fim ficar tudo + bacana, + legal! Nossas desculpas a quem planejou, e não vai poder, levar uma de nossas "T'S amigas" para passear, viajar, comer ovos de Páscoa e bacalhau, assistir aquele grande show! Também a quem ia presentear a sí mesmo ou aquela pessoa com "cara de estampa da Groove"! Mas, o que podemos garantir é que tudo está sendo feito de forma certa e carinhosa, pra ser especial e estamos orgulhosos pois está ficando sensacional!!! Abraços e obrigado a todos que continuem na boa "vibe" da torcida e expectativa amiga, aguardem junto com a gente! Esperamos para breve um novo contato!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

JAMES DEAN - LITTLE BASTARD!

JAMES DEAN

JAMES BYRON (homenagem de sua mãe ao poeta LORD BYRON) DEAN, ator americano, nasceu em 08/02/1931 e morreu jovem demais, em 30/09/1955, aos 24 anos.

JAMES DEAN

JAMES DEAN

JAMES DEAN

JIMMY, como era chamado pela família, aos 8 anos fazia aula de violino e sapateado, até perder sua mãe, vítima de câncer, quando foi viver e ser criado por tios, em uma fazenda.
A atriz Elizabeth Taylor, sua amiga e confidente, afirmou ter ouvido dele quando trabalharam juntos, que fôra abusado pelo pastor de sua igreja, aos 11 anos.

JAMES DEAN & LIZ TAYLOR

Considerado uma criança introspectiva, aos 14 participava de teatro estudantil.
Aos 17 anos, ganhou de seu tio Marcus, sua primeira moto, uma TRIUMPH.

JAMES DEAN

Aos 18 foi para Los Angeles, morar com o pai e a madrasta, estudar arte dramática e ganhou dele um CHEVROLET de segunda mão.
Abandonou a faculdade para estudar no Actor's Studios, em New York, com Lee Strasberg e trabalhava como garçon e cobrador de ônibus para se sustentar.

JAMES DEAN

JAMES DEAN

Aos 21 começou a participar de comerciais de TV. Aos 22, peças na Broadway, chegando a ganhar um "Tony Awards", de melhor ator do ano.
Começou a fazer cinema em 1954, aos 23 anos.

JAMES DEAN

Fora dos sets de filmagem, era conhecido por uma agitada vida social, fumava, bebia e possuía um enorme fascínio por carros e velocidade. Num bar de Hollywood, era conhecido como "Cinzeiro Humano", pois oferecia seu peito e pedia às pessoas que apagassem seus cigarros nele.

JAMES DEAN

JAMES DEAN

JAMES DEAN

JAMES DEAN

JAMES DEAN

JAMES DEAN

Existem registros de sua participação em várias provas e "track days" na Califórnia, entre 1954 e 1955.
JAMES DEAN - CORRIDA

Dedicado, assim que os primeiros exemplares do Porsche 550 Spyder chegaram aos Estados Unidos, através da importadora de Max Hoffmann, de Nova York, tratou de encomendar o seu.

JAMES DEAN - PORSCHE

Dean comprou o veículo na "Competition Motors", em Los Angeles, pouco depois de terminar o filme "Giant" - Assim Caminha a Humanidade, em 1955, lançado apenas em 1956.

JAMES DEAN - PORSCHE

O 550 Spyder havia faturado a tradicional "Carrera Panamericana" - corrida fronteira a fronteira, disputada em estradas abertas no México e gozava de prestígio nos circuitos europeus.

JAMES DEAN - PORSCHE

O carro de Dean trazia como diferenciais o número 130 gravado no capô e nas portas e a inscrição "Little Bastard" - Pequeno Bastardo, na tampa traseira.

JAMES DEAN - LITTLE BASTARD


Em setembro de 1955, Jimmy e seu mecânico particular, Rolf Wütherich, sairam com o propósito de ir para uma pista de corridas em Salinas, Califórnia, onde Dean tinha combinado competir. Embora, originalmente, o Porsche devesse ser transportado em um trailer, Dean mudou de idéia e decidiu dirigi-lo até lá, para se familiarizar mais com o carro.

 
JAMES DEAN - 550 PORSCHE

JAMES DEAN - CAMINHO PARA SALINAS

Ao dirigir em grande velocidade em direção a um entroncamento, não tendo conhecimento do jovem estudante (Donald Turnupseed) que se aproximava em seu carro e que não podia ser visto na outra extremidade do entroncamento, um cruzamento de nível, os dois carros colidiram, matando Dean, que teve sua coluna partida e severas hemorragias internas e ferindo seriamente seu mecânico.

TÚMULO - JAMES DEAN

CRUZAMENTO - JAMES DEAN MORTE

O ator morreu a caminho do hospital, fato que comoveu o país. Quando foi colocado na ambulância, seu mecânico ao lado, ouviu o último som emitido por Jimmy.
O jovem estudante sofreu apenas ferimentos na cabeça e no rosto.

RESGATE CORPO - JAMES DEAN

JAMES DEAN - CARRO - ACIDENTE

JAMES DEAN

" Estou destinado a morrer em  um desastre de automóvel", afirmou Dean, certa ocasião.
Alguns afirmam que Dean tinha vontade de morrer, outros colocam a culpa da sua morte prematura no amaldiçoado Porsche Spyder em que ele morreu. Diversas pessoas na época, fizeram comentários sobre a desagradável atmosfera que envolvia o carro.

JAMES DEAN - ACIDENTE - CARRO

A história de Dean não acabou ali e a do carro também não.
No dia em que morreu, James Dean ainda esgotava ingressos com o seu primeiro filme. A consagração final chegou poucos dias após sua morte, quando "Rebel Without a Cause" - Juventude Transviada chegou aos cinemas. Recebeu duas indicações ao Oscar, póstumamente. Em 1956, por "East for Eden" - Vidas Amargas (a primeira indicação póstuma na história da premiação), e em 1957, por "Giant" - Assim Caminha a Humanidade, ambas por melhor ator. Ganhou dois prêmios  Globo de Ouro, em 1956, como melhor ator e, no ano seguinte, num prêmio especial que o consagrou como ator favorito do público.
Mais do que por seu talento, James Dean entrou para a história como um símbolo de liberdade. É considerado um ícone cultural, como a melhor personificação da rebeldia e angústias próprias da juventude da década de 50.
 
JAMES DEAN - "Sonhe como se você fosse viver para sempre, viva como se fosse morrer hoje."


Quanto ao carro, uma lista quase sem fim de acidentes simultâneos aconteceram, da morte de Dean em diante, produzindo uma lenda nunca realmente confirmada sobre ele.
Diz-se que, os destroços do carro foram comprados pelo designer de carros, George Barris e enviados para uma garagem. Assim que o mecânico começou a descarregá-lo, o carro subitamente escorregou, caindo e quebrando as pernas do mecânico.
Em 1956, um médico, Dr. Troy McHenry, comprou o motor do carro, mas depois morreu, quando o veículo que dirigia com o motor escapou de seu controle, durante uma corrida de feira em Pomona.
Um outro médico, que tinha comprado a transmissão do automóvel que fora de Dean, ficou seriamente ferido quando seu automóvel com a transmissão instalada, rodopiou.
Dois pneus do Porsche de Dean foram vendidos para um aficionado por carros e, surpreendentemente, estouraram simultâneamente, alguns dias depois da compra, embora nenhum defeito pudesse ter sido encontrado neles.

CARRO JAMES DEAN

O que sobrou do carro de Dean foi soldado, oferecido a Patrulha Rodoviária da Califórnia e, ironicamente, apresentado em uma exibição especial, cujo tema era segurança. De forma bastante estranha, a garagem na qual o carro de Dean havia sido colocado para passar a noite, pegou fogo inexplicavelmente, queimando inclusive o prédio vizinho que ficou seriamente danificado, embora o carro tenha permanecido incrivelmente intacto.
A maldição então atacou de novo.
Alunos de uma escola secundária cercaram o carro, que estava sendo novamente apresentando como atração principal de uma exposição, cujo tema também era segurança. Sem nenhum aviso, o carro escorregou da plataforma em que estava e caiu, quebrando o pescoço de um menino.
Combinou-se então, que o carro seria transportado em um caminhão, para Salinas. Mas, por algum estranho motivo, o caminhão ficou incontrolável e o motorista foi violentamente arremessado de sua cabine. Então, o carro que fora antes a preciosidade de Dean, prossegiu sua carreira de acidentes, caindo da traseira do caminhão, golpeando e matando o motorista.
Em 1959, em New Orleans, o carro foi novamente posto em exposição e, desta vez, caiu literalmente aos pedaços. Depois que os consertos foram feitos, o Porsche foi mandado para a Patrulha Rodoviária da Flórida, para uma outra ( ? ) exposição de segurança. Ele foi então embalado em um engradado e embarcado para Los Angeles. Em algum lugar entre Miami e Los Angeles, o carro desapareceu misteriosamente. E, apesar das intensas pesquisas e buscas levadas a cabo, nunca foi encontrado.
Por fim, o mecânico que estava ao lado de Dean em seu acidente fatal e sobreviveu, faleceu dirigindo um Porsche (outro), em 1981.
O desaparecimento do carro, foi encarado por muitos como uma benção.

PORSCHE - CASCO - JAMES DEAN

A verdade é que essa história até hoje é um mistério.
Atualmente, a única peça comprovada do carro e certificada pela própria Porsche é o eixo de transmissão traseiro, sobre o qual se encontra algumas informações nesse site.
Depois de tudo, alguém seria capaz de instalar esse ítem único no seu carro?

JAMES DEAN

O mito James Dean permanece intacto até os dias de hoje. O jovem incompreendido, de aparência frágil e melancólica, é sem dúvida um dos maiores "CULT's" do cinema e está no primeiro escalão de estrelas eternas de Hollywood.
Certa vez disse: "Um homem só pode ser grande se conseguir ultrapassar a barreira entre a vida e a morte. Se conseguir fazer com que seu trabalho seja lembrado e valorizado por vários séculos."

JAMES DEAN

YOUNG JAMES DEAN


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

"T" DE "T-SHIRT" - A HISTÓRIA DA CAMISETA



Na grande maioria das vezes, a gente usa um produto ou objeto e não pensa de onde ele veio, quem o inventou e por que!
Isso acontece porque aquela coisa costuma estar tão incorporada ao nosso cotidiano, tão habituados estamos a usá-la e vê-la, que parece que ela sempre esteve aqui, sofreu geração expontânea e ponto.
As camisetas ou T-SHIRTS (seu nome de origem), são um exemplo disso.
É difícil imaginar a vida hoje sem uma T-SHIRT. No entanto, "T-SHIRT" só se tornou uma palavra no dicionário de ingles na década de 20 e seu estilo só entrou no mundo da moda comercial na década de 1960.
Para as gerações posteriores a esse período, elas são conhecidas do dia-a-dia, roupa comum, sem novidade.
O nome em inglês T-SHIRT vem de T = o formato da SHIRT = camisa, quando visto com as mangas abertas para os lados, lembrando a letra T. Para meu idioma (português), CAMISETAS, referência a uma versão simplificada das CAMISAS.
As primeiras T-SHIRTS ou TEES (abreviado) de que se tem notícia, aparecem por volta dos anos 20, mas só se tornam verdadeiramente populares e acessíveis a qualquer mortal depois da Segunda Guerra Mundial, entre os anos de 1945/1950. Mas ainda assim, como roupa íntima, "underwear" e não como roupa externa como as conhecemos hoje.
Não se sabe ao certo quando a primeira roupa de baixo masculina foi criada, mas montanhistas encontraram nos Alpes em 1991, uma múmia congelada de 5.300 anos que usava restos do que perece ter sido uma tanga. Ou seja, a antecedente universal da cueca. Em 1352 a.C., no Egito, o jovem faraó Tutankamon foi enterrado com 149 tangas para não ficar a descoberto no paraíso. Ao longo dos tempos, mulheres e homens usaram algum tipo de roupa de baixo, feitas à mão em suas casas,  primeiramente funcionais, em conformidade com a forma natural do corpo, de tecidos resistentes e laváveis. Os tecidos e malhas de algodão em grande escala, só foram possíveis depois da invenção das máquinas de fiação hidráulicas no Século 17, a patente do descaroçador de algodão em 1793 e a invenção da máquina de costura em 1846. Isso, por sua vez, levou a produção em massa também de roupas de baixo. A Revolução Industrial acelerou no final dos anos 1800 como uma locomativa rápida e o modelo de produção em série inventado por Henry Ford para sua linha de carros, transformaram os E.U.A. no líder mundial do milagre moderno da produção massificada e roupas íntimas masculinas foram feitas por grandes fábricas em volumes recordes.


Nos dias de puritanismo Vitoriano, encerrando o Século 19, início do 20, o corpo humano era extremamente escondido pelos bisavós da camiseta. Os homens usavam os chamados "union suits" = "union" por associação aos sindicatos = "unions", o que nós conhecemos como "ceroulas", um macacão de corpo inteiro, com botões e aberturas estratégicas, que permitiam ao sujeito fazer suas necessidades sem ter que retirá-los totalmente. Chamados de "segunda pele do homem", cobriam com malha, de seus tornozelos até seus pulsos em mangas compridas para o frio e mangas curtas para o calor. Usados por todos por baixo de suas roupas de trabalho ou passeio, para absorver o suor do corpo e proteger suas roupas de cima, que não eram em tão grande quantidade nos guarda-roupas como nos dias de hoje.


À partir de 1911, começam a surgir roupas de baixo em 2 peças separadas, se tornando mais comuns nos anos seguintes, sempre buscando diminuir o número de botões e trazer mais liberdade e conforto.







Na década de 30 foi inaugurada a primeira loja de "underwear" em Chicago e a primeira versão das cuecas surge, ganhando na sequência, elástico no lugar do cós de tecido, amarrações e botões, inspiradas nos calções dos boxeadores.
Então, também do corte das "ceroulas", agora partidas em 2 peças, nasce a nossa peça em destaque:
as T-SHIRTS!    
Todas as primeiras peças tinham botões na frente, pois apenas repetiam o modelo já executado anteriormente nas fábricas.
Vários produtos e tecnologias de hoje em dia, e também as roupas de baixo masculinas, sofreram grande desenvolvimento com as duas Grandes Guerras Mundiais. Durante a Segunda Guerra Mundial, tanto o Exército quanto a Marinha Americana incluíram as T-SHIRTS em seus uniformes.
Os primeiros "shorts" ajustáveis com botões de pressão plana bem como as T-SHIRTS de mangas curtas, foram desenvolvidos para a melhor adaptação dos soldados. E posteriormente, as TEES sem manga, também usadas por baixo dos uniformes.



Com a Segunda Guerra englobando Europa e Pacífico, ocorreu uma escassez geral de matéria-prima o que dificultou o acesso das peças aos não militares. 
Mas ambos eram tão populares, que os soldados que retornavam insistiam em continuar a usá-los. Os anos pós guerra também introduziram novos materiais, como o RAYON, DACRON e NYLON DU PONT, para competir ou complementar o algodão.





CAPA REVISTA TIME - 13 DE JULHO, 1942

O maior aumento de consumo aconteceu nos anos 50. 
Até a década de 1950, as T-SHIRTS ainda eram consideradas "underwear" e usadas como roupa de trabalho por mineiros, fazendeiros, lenhadores, estivadores, mecânicos, etc. Isso começa a mudar quando os atores americanos Marlon Brando (nos filmes "A Streetcar Named Desire" - Um Bonde Chamado Desejo e "The Wild One" - O Selvagem) e James Dean (nos filmes "Rebel Without a Cause" - Rebelde sem Causa e ) chocaram a sociedade, vestindo sua "roupa de baixo" no cinema, ajudando a tornar as T-SHIRTS item padrão de vestuário, transformando as clássicas peças de "underwear" em "outwear", associadas para sempre a rebeldia e contestação.

JAMES DEAN

JAMES DEAN

JAMES DEAN

JAMES DEAN

MARLON BRANDO

MARLON BRANDO

MARLON BRANDO

MARLON BRANDO

Desde então, T-SHIRTS só se tornaram cada vez mais populares nos Estados Unidos e em todo o mundo.
Avanços na serigrafia em 1960, deram as pessoas a oportunidade de imprimir em T-SHIRTS.
O tingimento também se tornou popular, além de outros formatos, como "tops" e regatas diferentes.
Viraram então uma tela em branco, bandeira para os hippies com seu psicodelismo, mensagens pacifistas: "Faça Amor, Não Faça Guerra" e tornaram-se unissex. As mulheres aderiram totalmente ao uso de camisetas, principalmente as jovens. Nos anos 70, as TEES continuaram dando suporte aos meios de comunicação, carregando desde símbolos de marcas de refrigerante até propagandas políticas. As pessoas começaram a perceber que a estampa localizada em T-SHIRTS poderia ser um negócio lucrativo. Profissionais de Rock e equipes esportivas começaram a obter grandes lucros vendendo T-SHIRTS personalizadas. 
Nos 80, década dos yuppies, do individual, do consumo, ostentação de jovens de dinheiro e poder, as TEES traziam símbolos das grandes marcas de moda.
Nos 90, junto com o movimento grunge, se popularizaram definitivamente. Qualquer um passa a usar, independente de cor, raça, classe social, ideologia, idade.
Hoje, as T-SHIRTS tornaram-se pilares da moda.
No Séc.21, já não existem mais regras. São totalmente democráticas e servem a todos os gostos, finalidades e situações. A customização é palavra chave. Quanto mais diferente melhor.
São produzidas nos mais diferentes materiais: algodão, algodão orgânico, garrafas PET, cânhamo, fibra de bambu, viscolycra...
As T-SHIRTS são a peça de roupa mais popular e democrática do planeta!
Elas que vieram para ficar por baixo, deram a volta por cima e hoje são fundamentais em qualquer look, seja de dia ou de noite, sendo um coringa no armário.
Personalidades e celebridades tem aumentado a popularidade das T-SHIRTS, passando a usá-las como uma forma de comunicação com o público e referência de estilo.
Por serem confortáveis, simples, bem resolvidas, divertidas, gostosas e acessíveis, já se tornaram um clássico da cultura mundial.
Vida longa para as T-SHIRTS!


DICAS:

Fã que é fã mesmo sempre tem no mínimo uma camiseta de sua banda do coração… Tanto que os grupos musicais bem sabem da importância delas: são uma forma extra de ganhar uma graninha (não muito, porque depois todo mundo copia), super promovem o grupo e, ainda, criam aquele clima de identificação entre os admiradores. E é por isso que o livro “The Art of the Band T-shirt”, de Amber Easby e Henry Oliver, é tão legal. São cerca de 200 imagens das mais importantes, influentes, simbólicas e irônicas camisetas de banda da história. Tem fotos de “tees” do Led Zeppelin, Ramones, Madonna, Morrissey, Public Enemy, Flaming Lips… Todas com pequenos textos sobre o contexto histórico das peças, fatos curiosos e até comentários dos próprios artistas sobre o design delas.


Livro da Taschen, "Vintage T-Shirts" traz 392 páginas sobre a história e importância da mais básica das peças. Com ele, dá para levar pra casa 650 fotos das camisetas emblemáticas da cultura pop, permeadas por bons textos sobre a história delas. As camisetas se tornaram meio de expressão e individualismo na década de 70: os gostos musicais, as opiniões políticas, o programa de TV ou filme favorito, o último destino de suas férias… Tudo está estampado nelas. As camisetas do livro foram selecionadas da coleção de Patrick and Marc Guetta, proprietários da “World of Vintage T-Shirts”, famosa loja da Avenida Melrose, em Los Angeles, por ser a fonte de camisetas vintage para produtores de moda, estilistas, celebridades e turistas em Hollywood.

DOCUMENTÁRIO SOBRE A HISTÓRIA DAS T-SHIRTS!


Através das camisetas as pessoas podem comunicar um pouco do que sentem, pensam e gostam.
Na questão cultural, a peça teve passagens importantes na sociedade, um cenário que serviu de inspiração para o documentário "T-SHIRT STORIES - COTTON, ART & FUN", que investiga a trajetória, influência e os significados das tão populares camisetas.
O filme foi dirigido pelos jornalistas franceses Dimitri Pailhe e Julien Potart, e aborda entrevistas com gente criativa e apaixonada pelas camisetas, como o fundador da American Apparel, Dov Charney, o ex-vocalista do Sex Pistols, Johnny Rotten, o skatista Tony Alva e até o cantor brasileiro Supla dá algumas palavrinhas.
O documentário foi produzido especialmente para o Canal+, foi ao ar no dia 29 de junho de 2011, mas um DVD com o filme já foi lançado ou resta esperar até o documentário estar disponível na internet.